Evas Venenosas :: Revista Alfa :: Entrevista Dra. Cristiane Stellato

Falar mal de você, proibir a visita à criança, reclamar da pensão. Ex-mulher pode ser um perigo. Agora, uma nova lei pode protegê-lo
dos ataques mais frequentes Juliene Moretti 14h49 05/09/2010

E não se espante se ela conseguir. Para destilar seu veneno, essa figura é capaz de lançar o golpe mais baixo de todos, usando seu filho como arma nas discussões.
Os problemas são tão frequentes que viraram até objeto de uma legislação específica. Recentemente, foi aprovada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma lei que prevê advertência, multa e até perda de guarda para o pai que tenta influenciar a criança contra o outro. A iniciativa surgiu depois da movimentação de homens que tiveram seu relacionamento com os filhos prejudicado pelas mães. As reclamações são das mais variadas: do simples “falar mal” a até mesmo falsas denúncias de abuso sexual do menor. Em muitos desses casos, porém, é possível resolver o problema sem ter de recorrer à Justiça. Listamos os dez venenos mais comuns — e os antídotos recomendados por especialistas.
1. Promove chantagens usando o filho
“Ela me ligou de madrugada dizendo que um dos meus filhos estava doente. Quando cheguei lá, ele estava perfeitamente bem. Ela fez isso para dizer que as crianças sentiam a minha falta e que, por isso, precisávamos ficar juntos.” — F.S., 39 anos, gerente de negócios, São Paulo, SP
Antídoto: na dúvida, ao ser informado de que seu filho está doente, não deixe de atender. Diga que vai chamar uma ambulância ou o pediatra da criança. A história não resiste se for mentira. Quanto à chantagem de que o casal precisa ficar junto para o bem da família, inúmeras pesquisas mostram justamente o contrário — depois do estresse da notícia da separação, a maior parte das crianças consegue absorver bem a questão e tem uma vida normal. “É pior para elas ficar num lar onde os dois pais não convivem bem”, afirma a psicanalista Eliana Riberti Nazareth, com 30 anos de experiência em mediação de casais separados em conflito.
2. Faz a caveira do pai para o filho
“Ela saiu de casa porque se arrependeu do casamento. Agora, diz para a minha filha que eu batia nela porque não queria que a menina nascesse e que por isso foi embora.” — C.M., 29 anos, advogado, São Paulo, SP
Antídoto: abra o jogo com a criança, falando a verdade e explicando a questão de acordo com a maturidade dela. “Corrija a versão usando termos corretos, como ‘essa história não é verdadeira’. Assim, você evita de retrucar à ex-mulher”, diz a psicanalista Eliana. E tente esgotar o diálogo com a mãe da criança também. Só recorra à Justiça em situações-limite. “Você pode alegar ao juiz que ela está prejudicando seu relacionamento com o filho. É possível até pedir revisão de guarda”, comenta o advogado Adriano Ryba, presidente da Associação Brasileira dos Advogados de Família.

3. Não deixa o pai viajar com o filho
“Eu já planejei algumas viagens com os meus filhos. Ela sabia. Sempre que chegava perto da data, a mãe aparecia com algum compromisso ou viagem para levá-los. Usava o fato de ter a guarda como vantagem.” — Marcelo Osni, 38 anos, empresário, São Paulo, SP
Antídoto: mesmo nas situações em que a mãe detém a guarda da criança, ela não possui o direito de impedir uma viagem quando você está em seu período de visita. “Caso o processo de discussão da guarda ainda não tenha terminado, o pai pode pedir uma permissão especial ao juiz, provando a ele que a mãe da criança já tentou proibir viagens em outras ocasiões”, afirma a advogada Michelle Reicher, especialista em direito de família.

4. Reclama que recebe pouco dinheiro
“Ela me seguiu durante dias. Fotografou todos os lugares pelos quais eu passei. Tirou fotos minhas no automóvel da empresa e apresentou ao juiz. Disse que eu estava mentindo quando declarei que não possuía carro.” — D.A., 35 anos, empresário, São Paulo, SP
Antídoto: entrar com ação de revisão de pensão é um direito da mulher. Mas, é claro, tudo tem um limite. Recolha e mostre ao juiz todos os documentos que comprovem seu rendimento, os custos da empresa e o padrão de vida — principalmente se for profissional liberal. “Se o pai estiver mal-intencionado, querendo enganar a mulher, o juiz vai perceber”, explica a advogada Cristiane Stellato, da Associação de Mães e Pais Separados do Brasil. A pensão alimentícia é fixada com base na possibilidade de quem paga e das necessidades de quem recebe. Normalmente, o valor é adequado às duas partes.
5. Fixa um horário extremamente rígido para as visitas
“Estávamos na semana do Dia dos Pais. Não era o dia da minha visita, mas ia ter uma apresentação na escola. Quando cheguei, a diretora me proibiu de entrar na peça. Disse que a pessoa que detinha a guarda não havia autorizado a minha presença.” — Analdino Rodrigues, 57 anos, mediador, São Paulo, SP
Antídoto: você tem o direito de participar da vida escolar de seu fi lho, principalmente em um evento realizado em homenagem ao Dia dos Pais. “Mesmo quando não tem a guarda, o pai deve ter amplo acesso a qualquer situação que envolva a educação e a criação do filho. É algo garantido pelo Código Civil”, diz a advogada Michelle. Quando esse direito não é respeitado, é possível entrar na Justiça contra a mãe. Nos imbróglios mais complicados, o juiz pode emitir um ofício à escola exigindo o cumprimento da lei.
6. Costuma armar barracos em público
“O pneu do meu carro furou quando eu levava as crianças de volta para a casa da mãe. Atrasei 15 minutos e estava todo sujo de graxa. Ela já estava na porta e, quando me viu, começou a berrar. Os vizinhos apareciam na rua para ver o que estava acontecendo. Os meus meninos assistiram a tudo, sem reação.” — João Jambeiro, 31 anos, historiador, Brasília, DF
Antídoto: a maioria das pessoas não gosta de escândalos. Mas, em alguns casos, você precisa responder à altura para mostrar que não tolera essa atitude. Explique à ex-mulher o motivo do atraso e mantenha as crianças por perto para elas escutarem também. “É uma oportunidade de mostrar aos seus fi lhos que a culpa da briga não é deles”, afirma a psicóloga Cynthia Ladvocat, presidente da Associação Brasileira de Terapia Familiar.

7. Proíbe o filho de dormir na casa do pai
“Eu tinha direito a 4 horas de visita.Quando a menina começou a ficar mais velha, eu pedi para aumentar o tempo, queria que ela dormisse em casa. A mãe disse que eu não tinha condições de cuidar da filha por ser homem e solteiro.” — A.S., 35 anos, professor, Lages, SC
Antídoto: você pode pedir ampliação de visita. A justificativa de não ter condições de cuidar de uma criança não é suficiente para impedir mais tempo com seu filho. O que pode acontecer é o juiz determinar que a ampliação seja feita gradualmente. “Estende até a hora do jantar e, depois, para o meio da noite, até a criança se adaptar a não dormir na casa da mãe”, diz o advogado Ryba.
8. Investiga a vida do pai usando o filho
“Eu tinha dito para a mãe que eu não estava saindo com ninguém. Ela insistiu com a menina, dizendo que eu estava mentindo. Pressionada, a menina veio me perguntar se era verdade.” — Sérgio de Moura, policial militar, 49 anos, Ivoti, RS
Antídoto: conte os fatos importantes sobre o relacionamento de acordo com a idade da criança. “Diga para ela pedir para a mãe tratar disso diretamente com você. Isso evita que seu filho fique no meio dessa conversa”, afirma a psicanalista Eliana.

9. Depende do ex para tudo
“Ela manda a menina ligar e pedir para eu fazer compras no supermercado.” — Marcelo Tufani, 35 anos, advogado, Bragança Paulista, SP
Antídoto: esse elo precisa ser cortado. Os custos de supermercado, por exemplo, já costumam estar incluídos na pensão alimentícia. Você também não é obrigado a atender a outras solicitações esdrúxulas. Afinal, não mora mais na casa. Porém, faça tudo com calma para não prejudicar ninguém. “Não a deixe na mão. Ensine como fazer uma, duas vezes. Na terceira, diga que está ocupado e relembre que você já mostrou como se faz”, diz a psicanalista Eliana.
10. Tenta colocar o filho contra a nova namorada do pai
“A mãe ficou colocando na cabeça da menina que eu não daria mais atenção a ela por causa da minha namorada.” — H.F., administrador, 31 anos, Fortaleza, CE
Antídoto: além de dialogar com os filhos, faça tudo de forma tranquila e gradativa. Quando estiver num relacionamento, mantenha os programas exclusivos para você e a criança. Aos poucos, coloque a namorada nessa rotina. “Deixe claro que nenhuma mulher vai roubar o espaço de sua filha em casa”, diz a psicóloga Cynthia.
AS NOVIDADES SOBRE O DIVÓRCIO
• Antes, só era possível entrar com o divórcio depois de dois anos de separação de fato ou um ano de separação judicial. Agora, graças a uma emenda aprovada em julho, basta registrar o pedido num cartório. A situação se resolve em até 20 dias. Quando o casal tem filhos, a ação precisa correr no Fórum. Se o processo for amigável, tudo fica pronto em menos de um mês.
• Os custos também diminuíram. O item que tem maior peso são os honorários dos advogados. Com a nova lei, essa despesa agora só é necessária na entrada do processo (antes, era preciso pagar na entrada do processo de separação e, depois, na entrada do processo de divórcio).

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PEDOFILIA: É preciso debater para vencer.

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Terapia Familiar // Discutida adoção por casais gays

Matéria publicada no jornal Diário de Natal em 13 de Julho de 2010

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Adoção de crianças por casais homossexuais

Nota da coluna de Anna Ramalho – JB Cidade – 07 de Julho de 2010 – Faltam 4 semanas para o IX Congresso de Terapia Familiar em Buzios.

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Lançamento Livro – Encontro com os Autores

PSICOLOGIA: CAMPO DE ATUAÇÃO, TEORIA E PRÁTICA
ORGANIZADORA: Cynthia Ladvocat

LANÇAMENTO DE LIVRO – ENCONTRO COM OS AUTORES
BÚZIOS – IX CONGRESSO BRASILEIRO DE TERAPIA FAMILIAR
13 DE AGOSTO – SEXTA-FEIRA – DAS 12h30 ÀS 14h00

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Mitos e segredos sobre a origem da criança na família adotiva

Mitos e segredos sobre a origem da criança na família adotiva


AUTOR: Cynthia Ladvocat
EDITORA: Booklink

Sinopse:
O trabalho enfoca os mitos e segredos quanto à origem da criança adotiva, através da análise de um de seus principais mitos. Refere-se à noção de que o acesso da criança a informações sobre sua origem estimularia sua curiosidade, interesse ou a busca pelo contato direto com a família biológica, o que ameaçaria o seu relacionamento com os pais adotivos.
O genograma, um recurso que esclarece a biografia do indivíduo, pode ser igualmente utilizado para integrar os laços familiares biológicos e adotivos. Nesse segundo caso, a utilização de tal instrumento visa incluir, no genograma da família adotiva, dados acerca da origem da criança adotada, de forma a integrar as histórias.

A hipótese básica é a de que a criança adotada se sentirá tão mais aceita na família adotiva quanto melhor for a qualidade dessa integração. Como ilustração, são apresentados quatro casos clínicos trabalhados através do genograma que levantam questões como o desejo e a motivação dos pais para a adoção, o acesso da família à biografia pré-adotiva e a revelação dos dados disponíveis sobre as origens. Destaco a importância da análise dos mitos e segredos sobre a origem na adoçãopara uma efetiva transformação no contexto da vida de todos os membros da família adotiva.

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Entrevista – Você quer saber se é uma mãe superprotetora?

Natália do Valle pede para que mães sejam menos invasivas – Veja a Reportagem do Fantástico

Em ‘Viver a vida’, a personagem Ingrid, vivida por Natália do Vale, chega a perder o sono por causa do namoro dos filhos marmanjos. Você já se viu nessa situação?

Para alguns pais, os filhos não crescem nunca superprotetores, eles mantêm a vida das crianças sob controle. Em ‘Viver a vida’, a personagem Ingrid, vivida por Natália do Vale, chega a perder o sono por causa do namoro dos filhos marmanjos. Ela não está indo longe demais?

Você quer saber se é uma mãe superprotetora? Faça o teste no site do Fantástico!

Você já se viu nessa situação? “Filha, tudo bem? Onde você está?”. “Eu monitoro em todos os sentidos os passos da minha filha”, admite a dona de casa Vanilda Morelli.

“Com quem eu vou, onde vou, que horas volto”, destaca a filha e empresária Anna Flávia Morelli.

“Eu quero saber o nome, sobrenome, onde mora e a placa do carro. Só! São quatro quesitos básicos, porque sabendo a placa do carro, você acha o indivíduo em qualquer lugar”, acredita a mãe.

Ana tem 25 anos, é formada e independente financeiramente. “Uma pessoa psicopata na balada pode colocar uma substância na bebida dela, uma perseguição. Tenho medo até de chuva. Se ela está na rua e começa um temporal, eu preciso saber onde ela está”, conta a mãe.

Vanilda é apenas mais uma das muitas mães que estão se identificando com a personagem de Natália do Vale em ‘Viver a vida’: a superprotetora Ingrid.

“É comum hoje em dia encontrar mulheres que, apesar de serem bem casadas, terem atividade profissional, elas terem o foco muito em cima dos filhos que já são adultos”, explica a terapeuta de família Cynthia Ladvocat. “Ela interfere na autonomia deles, na independência deles, inclusive nas decisões amorosas”.

Esta semana, Ingrid chegou a passar a noite sem dormir, esperando pelo filho Jorge, que está saindo com uma garota de programa. Uma mãe não chegou a tanto, mas quase. Sua filha é uma supervisora escolar, manda e desmanda em centenas de alunos. Mas quando sai do trabalho…

Quando está em casa, a Ana deixa de lado o cargo de supervisora e quem manda é a mãe, a Dona Emilze. “Aqui eu quem administro a casa, então quem manda sou eu. Eu que dou as ordens, ela dá lá na escola”, justifica Dona Emilze.

“Eu tenho 37 anos. Ela tenta tomar s decisões por mim”, afirma Ana.

E, às vezes, consegue. Por causa da mãe, Ana ficou casada quatro anos a mais do que queria. “Ela achava que eu devia ter um pouco mais de tolerância, um pouco mais de paciência”, lembra Ana.

“Ela praticamente vive aqueles filhos, interfere na autonomia deles, interfere na independência deles, inclusive nas decisões e na escolha amorosa, principalmente”, diz a terapeuta de família.

E já que o assunto é mãe, olha quem o Mateus Solano trouxe para o estúdio no dia do aniversário dele: a própria mãe! “Exatamente, e ontem foi aniversário dela! A gente faz aniversário depois do outro. E agora estou apresentando para minha mãe da ficção: mãe da ficção, mãe de verdade”, conta o ator.

“Essa é a mãe do Matheus, essa aqui é a mãe de Jorge e Miguel”, brinca Natália do Vale. “É a primeira vez que a gente se encontra, um prazer enorme conhecer a mãe de verdade”, conta a atriz.

Que conselhos a mãe verdadeira vai dar para essa mãe superprotetora? “Não seja tão superprotetora, deixa os meninos irem. Foi assim que eu criei o Matheus. Protetora sim, super não”, lembra a psicóloga Miriam Schenker.

“Não só a atitude da Ingrid, como do Jorge e do Miguel, porque a relação é no mínimo a dois. Então não existe superproteção sem o protegido se colocar nesse lugar também. É uma relação dos três”, ressalta Miriam.

“Acredito que a intenção é a melhor de todas, mas ela esquece dela própria. A gente acabou de fazer uma cena que ela diz: ‘Puxa, nunca mais saí com seu pai’. E o Jorge diz: ‘Você tem que sair, se divertir!’”, diz Mateus.

“De boa intenção, o inferno está cheio”, completa a mãe verdadeira.

Natália do Vale sabe bem o que é ser filha de uma mãe superprotetora. “A minha mãe não era tão invasiva assim, mas ela era muito controladora. Quando eu era adolescente, criança, depois que eu saía, ela ia ver o que eu estava lendo, porque eu lia muito. Ela ia ver os livros que eu estava lendo e eu ficava louca, porque sabia que tinham mexido nas minhas coisas”, lembra Natália.

“Que a Ingrid sirva de alerta para essas mães superprotetoras, invasiavas, que oprimem seus filhos, relaxem!”, recomenda Natália do Valle.

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Você é uma mãe superprotetora? Faça o teste e descubra

Você é uma mãe superprotetora? Faça o teste e descubra

Responda “Sim” ou “Não” às perguntas sugeridas pela psicóloga Cynthia Ladvocat, da PUC-Rio.
Quer saber se você é uma mãe superprotetora como a Ingrid da novela “Viver a vida”? Faça o teste a seguir respondendo “Sim” ou “Não” às perguntas sugeridas pela psicóloga Cynthia Ladvocat, da PUC-RJ:

Reveja a reportagem com Mateeus Solano e Nathália do Valle

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A adoção no setting psicanalítico

REUNIÕES MENSAIS
Nas últimas 3as. feiras do mês
Das 19h00 às 21h00
Local = SPRJ

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Otimismo x Pessimismo

Otimismo x Pessimismo
Especialistas discutem até que ponto uma visão positiva acerca das adversidades ajuda a ter mais êxito no trabalho, nos relacionamentos e na saúde e se há conseqüências reais para pensamentos pessimistas

Agência Notisa de Jornalismo Científico

O grupo de pesquisadores pediu que as pessoas imaginassem acontecimentos positivos e negativos que ou tinham acontecido no passado, ou que poderiam acontecer no futuro. A seguir, os voluntários mediram seu nível de otimismo (como um traço de personalidade) por meio de um teste psicológico padrão. Imaginar acontecimentos positivos futuros era acompanhado por atividade em duas áreas do cérebro que geralmente regulam a forma como as emoções afetam a memória e as decisões – a amigdala, incrustrada numa região profunda do cérebro – e a porção frontal do córtex cingular anterior (ACC), que se situa na parte imediatamente atrás dos olhos. Inversamente, a ativação nessas duas áreas caiu abaixo da média quando os voluntários imaginaram acontecimentos futuros negativos. Quanto mais otimistas as pessoas se consideravam, maior a atividade do córtex cingular anterior (ACC). Para Phelps, fez sentido a participação do córtex cingular anterior, uma vez que combina com pesquisas anteriores.”Quando uma pessoa está com uma predisposição mental positiva, encontra-se maior atividade nessa região”, ela aponta. “De maneira geral, o córtex cingular anterior poderia estar atuando como um centro de convergência para os sinais de outras partes do cérebro que alimentam o modo como nos sentimos sobre os acontecimentos”, sugere Phelps. “Achamos que esta seja uma região reguladora geral, que possa mediar a tendência que temos de pensar de maneira otimista”.

Mulheres com câncer que recebem apoio do parceiro mostram mais otimismo e melhora na qualidade de vida
Esse trabalho interrelaciona-se muito bem com um outro trabalho sobre as redes cerebrais que estão envolvidas com o ato de lembrar o passado e imaginar o futuro. A equipe de Dan Schacters, na Universidade de Harvard, em Cambridge, Massachusetts, vem estudando esses processos pelos quais as pessoas recordam acontecimentos não-emocionais e encontraram regiões muito semelhantes em atividade. “É uma complementação muito boa ao tipo de trabalho que a gente vem fazendo”, ele afirma. “A conexão interessante, aqui, é com o ACC (córtex cingular anterior) – que é uma região na qual os pacientes deprimidos mostram decréscimo de atividade”, diz. Pessoas com depressão são mais pessimistas e encontram dificuldade para imaginar eventos futuros sob uma ótica positiva. Phelps concorda que esses resultados podem fornecer pistas sobre os mecanismos subjacentes da depressão. Não está claro, no entanto, de que forma isto pode afetar tratamentos futuros.

PEQUENO X GRANDE OTIMISMO


Otimismo e felicidade
Otimismo e felicidade não são a mesma coisa. Otimismo é um tipo de mecanismo; é uma crença a respeito do futuro. Crenças otimistas configuram um ciclo de feedback positivo porque quanto mais otimista a pessoa for, maiores as expectativas de vivenciar o futuro positivo que visualiza.

(Fonte: Desmitificando a lei de Murphy)

Quando analisado sob a ótica da Psicologia positivista, o otimismo passa a ser bem mais amplo que simplesmente esperar o melhor em uma situação de adversidade, como explica o professor do departamento de Psicologia da Universidade de Michigan, Christopher Peterson, no artigo O futuro do otimismo. Na análise, ele faz a distinção entre dois tipos comportamento: o pequeno otimismo (little optimism) e o grande otimismo (big optimism). O primeiro caso inclui expectativas específicas sobre resultados positivos, como “eu irei encontrar uma vaga suficientemente espaçosa para estacionar nesta noite”. Já o grande otimismo se refere a expectativas maiores e menos específicas do tipo “deverá acontecer alguma coisa boa para nosso país nos próximos meses”.

De acordo com Peterson, a distinção entre os dois tipos mostra que o conceito pode ser descrito em diferentes níveis de abstração e pode funcionar de forma diferente, dependendo de como for empregado. “O grande otimismo pode ser uma tendência biologicamente dada que é preenchida por uma cultura com uma satisfação socialmente aceitável; isto leva a resultados desejáveis uma vez que produz um estado geral de vigor e resiliência. Em contrapartida, o pequeno otimismo pode ser o produto de um aprendizado histórico idiossincrático; ele leva a resultados desejáveis porque predispõe ações específicas, que são adaptativas em situações concretas”, explica.

De acordo com Peterson, a distinção entre os dois tipos mostra que o conceito pode ser descrito em diferentes níveis de abstração e pode funcionar de forma diferente, dependendo de como for empregado. “O grande otimismo pode ser uma tendência biologicamente dada que é preenchida por uma cultura com uma satisfação socialmente aceitável; isto leva a resultados desejáveis uma vez que produz um estado geral de vigor e resiliência. Em contrapartida, o pequeno otimismo pode ser o produto de um aprendizado histórico idiossincrático; ele leva a resultados desejáveis porque predispõe ações específicas, que são adaptativas em situações concretas”, explica.

Segredos dos otimistas
O livro mostra que o importante não é o que pensamos sobre o futuro, mas o que fazemos para assegurá-lo. Enquanto os pessimistas imaginam se suas metas não são alcançáveis, os otimistas trabalham para conquistá-las. Misturando senso de humor e ciência na medida exata, a pesquisadora convencerá até mesmo o mais cético que um futuro brilhante está mais perto do que ele pensa. Suzzanne C. Segerstrom é Ph.D. e livre-docente em psicologia da Universidade de Kentuchy. Dedica-se a pesquisar a influência dos fatores psicológicos no sistema imunológico e na relação entre otimismo e bem-estar.

Desmitificando a lei de Murphy Por Suzzanne C. Segerstrom Editora BestSeller 238 páginas Preço: R$ 29,90

O psicólogo positivista continua o raciocínio em seu artigo dizendo que, empiricamente, as duas vertentes estão relacionadas. Contudo, ressalta que é possível encontrar pessoas pouco otimistas, mas grandes pessimistas ou ainda situações em que o grande otimismo tem conseqüências desejáveis, mas o pequeno otimismo não, e vice-versa. “Os determinantes dos dois tipos podem ser diferentes, e as formas de encorajá-los podem, então, requerer estratégias distintas”, ressalta. Christopher Peterson ainda diz que os estudos cujo intuito é mensurar o grau de otimismo das pessoas raramente incluem mais de uma medida ao mesmo tempo e, quando as utilizam, estão mais voltados para perceber como elas convergem do que com a possibilidade de se ter diferentes modelos de correlatos.

“PARA A PSICOLOGIA POSITIVA O
OTIMISMO SERIA UMA RESISTÊNCIA
HUMANA QUE ATUA COMO
PROTEÇÃO ÀS DOENÇAS MENTAIS,
ASSIM COMO CORAGEM, HONESTIDADE, FÉ”

Especialistas acreditam que pessimistas estariam mais propensos ao desamparo e à depressão
Opostos que não se opõem Seguindo o exemplo do que acontece quando analisado isoladamente, o significado do conceito de otimismo, quando comparado com o de pessimismo, não é tão claro como pode parecer à primeira vista. Peterson também comentou o fato em O futuro do otimismo, dizendo que os termos não são mutuamente exclusivos, ao contrário do que muita gente pensa. Para exemplificar a opinião, propôs uma análise mais elaborada dos itens que compõem o Teste de Orientação da Vida (LOT), que avalia o construto de otimismo a partir de expectativas em relação a eventos futuros.

Além de ter as correlatas positivas mais fortes que as negativas, o formulário guarda uma curiosidade: as atribuições sobre eventos ruins são identificadas tanto com otimistas ou pessimistas, o que não acontece com situações positivas. Segundo Peterson, a crítica não é aparente e pode ser encarada como “uma chateação metodológica”, mas não deixa de ser importante, considerando a possibilidade de alguém esperar tanto coisas boas como ruins para ser bem-sucedido. “A pesquisa levou a uma compreensão aumentada destes estados problemáticos. Deve ser avaliado que o ponto zero destas típicas medidas de conseqüências significa, respectivamente, não ser depressivo, fracassado ou doente. Se nós quisermos estender achados para abaixo do ponto zero do teste para oferecer conclusões sobre satisfação emocional, realização e bem-estar, podemos ou não pisar em terreno firme. Talvez o estilo explanatório baseado em atribuições sobre bons eventos seja mais relevante”, comenta.

“O PEQUENO OTIMISMO LEVA A
RESULTADOS DESEJÁVEIS POIS
PREDISPÕE AÇÕES PRÓPRIAS,
ADAPTÁVEIS EM SITUAÇÕES REAIS”


O otimista patológico aposta seu dinheiro confiante que vai ganhar, já o pessimista pode ser mais realista

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