Entrevista – Você quer saber se é uma mãe superprotetora?

Natália do Valle pede para que mães sejam menos invasivas – Veja a Reportagem do Fantástico

Em ‘Viver a vida’, a personagem Ingrid, vivida por Natália do Vale, chega a perder o sono por causa do namoro dos filhos marmanjos. Você já se viu nessa situação?

Para alguns pais, os filhos não crescem nunca superprotetores, eles mantêm a vida das crianças sob controle. Em ‘Viver a vida’, a personagem Ingrid, vivida por Natália do Vale, chega a perder o sono por causa do namoro dos filhos marmanjos. Ela não está indo longe demais?

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Você já se viu nessa situação? “Filha, tudo bem? Onde você está?”. “Eu monitoro em todos os sentidos os passos da minha filha”, admite a dona de casa Vanilda Morelli.

“Com quem eu vou, onde vou, que horas volto”, destaca a filha e empresária Anna Flávia Morelli.

“Eu quero saber o nome, sobrenome, onde mora e a placa do carro. Só! São quatro quesitos básicos, porque sabendo a placa do carro, você acha o indivíduo em qualquer lugar”, acredita a mãe.

Ana tem 25 anos, é formada e independente financeiramente. “Uma pessoa psicopata na balada pode colocar uma substância na bebida dela, uma perseguição. Tenho medo até de chuva. Se ela está na rua e começa um temporal, eu preciso saber onde ela está”, conta a mãe.

Vanilda é apenas mais uma das muitas mães que estão se identificando com a personagem de Natália do Vale em ‘Viver a vida’: a superprotetora Ingrid.

“É comum hoje em dia encontrar mulheres que, apesar de serem bem casadas, terem atividade profissional, elas terem o foco muito em cima dos filhos que já são adultos”, explica a terapeuta de família Cynthia Ladvocat. “Ela interfere na autonomia deles, na independência deles, inclusive nas decisões amorosas”.

Esta semana, Ingrid chegou a passar a noite sem dormir, esperando pelo filho Jorge, que está saindo com uma garota de programa. Uma mãe não chegou a tanto, mas quase. Sua filha é uma supervisora escolar, manda e desmanda em centenas de alunos. Mas quando sai do trabalho…

Quando está em casa, a Ana deixa de lado o cargo de supervisora e quem manda é a mãe, a Dona Emilze. “Aqui eu quem administro a casa, então quem manda sou eu. Eu que dou as ordens, ela dá lá na escola”, justifica Dona Emilze.

“Eu tenho 37 anos. Ela tenta tomar s decisões por mim”, afirma Ana.

E, às vezes, consegue. Por causa da mãe, Ana ficou casada quatro anos a mais do que queria. “Ela achava que eu devia ter um pouco mais de tolerância, um pouco mais de paciência”, lembra Ana.

“Ela praticamente vive aqueles filhos, interfere na autonomia deles, interfere na independência deles, inclusive nas decisões e na escolha amorosa, principalmente”, diz a terapeuta de família.

E já que o assunto é mãe, olha quem o Mateus Solano trouxe para o estúdio no dia do aniversário dele: a própria mãe! “Exatamente, e ontem foi aniversário dela! A gente faz aniversário depois do outro. E agora estou apresentando para minha mãe da ficção: mãe da ficção, mãe de verdade”, conta o ator.

“Essa é a mãe do Matheus, essa aqui é a mãe de Jorge e Miguel”, brinca Natália do Vale. “É a primeira vez que a gente se encontra, um prazer enorme conhecer a mãe de verdade”, conta a atriz.

Que conselhos a mãe verdadeira vai dar para essa mãe superprotetora? “Não seja tão superprotetora, deixa os meninos irem. Foi assim que eu criei o Matheus. Protetora sim, super não”, lembra a psicóloga Miriam Schenker.

“Não só a atitude da Ingrid, como do Jorge e do Miguel, porque a relação é no mínimo a dois. Então não existe superproteção sem o protegido se colocar nesse lugar também. É uma relação dos três”, ressalta Miriam.

“Acredito que a intenção é a melhor de todas, mas ela esquece dela própria. A gente acabou de fazer uma cena que ela diz: ‘Puxa, nunca mais saí com seu pai’. E o Jorge diz: ‘Você tem que sair, se divertir!’”, diz Mateus.

“De boa intenção, o inferno está cheio”, completa a mãe verdadeira.

Natália do Vale sabe bem o que é ser filha de uma mãe superprotetora. “A minha mãe não era tão invasiva assim, mas ela era muito controladora. Quando eu era adolescente, criança, depois que eu saía, ela ia ver o que eu estava lendo, porque eu lia muito. Ela ia ver os livros que eu estava lendo e eu ficava louca, porque sabia que tinham mexido nas minhas coisas”, lembra Natália.

“Que a Ingrid sirva de alerta para essas mães superprotetoras, invasiavas, que oprimem seus filhos, relaxem!”, recomenda Natália do Valle.

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