MORTALIDADE ATINGE 200 MIL MENINAS – Jornal de Santa Catarina

A conseqüência mais grave entre meninas pobres que engravidam de forma precoce é o aborto clandestino. Conforme a Organização Mundial da Saúde, dos 4 milhões de abortos praticados no Brasil, anualmente, 1 milhão ocorre entre adolescentes. Vinte por cento delas morrem em conseqüência do aborto.
As famílias de baixa renda são as maiores vítimas. Sem informação, a adolescente pode se aconselhar com uma amiga e buscar a prática de um aborto sem as mínimas condições de segurança. Em camadas menos favorecidas verifica-se, ainda, a precocidade da vida sexual e da gravidez como um padrão que se repete, observa a terapeuta familiar Chyntia Ladvocat. “Assim, a família da menina é, em tese, contra a sexualidade e a gravidez na adolescência, porém muitas dessas mães e avós também passaram por uma gravidez precoce”, compara. Quase sempre, explica, antes da constatação da gravidez, a mãe não discute nem reconhece a vida sexual da filha.
Causas

Fatores que contribuem para a gravidez na adolescência
Conflitos familiares, violência doméstica, desorganização de papéis
Carência afetiva e necessidade de auto-afirmação
Falta de perspectivas pessoais e profissionais
Ausência de diálogo sobre o início precoce de vida sexual
Confusão entre amor e sexualidade
Ilusão de que por ser muito jovem não corre risco na gravidez
Falta de informações sobre reprodução e resistência aos preservativos

Adolescente grávida
Ansiedade antes da confirmação da gravidez
Medo de contar aos pais, acarretando mentiras e estresse
Turbulências na relação com o namorado
Interrupção dos estudos e adiamento de projetos de vida
Instabilidade psicológica, insegurança e temor do futuro
Isolamento e afastamento das amizades
Modificação do quadro familiar com as novas responsabilidades

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