Adoções levam até 5 anos na Justiça do RJ, que tem 1,6 mil processos

Adoções levam até 5 anos na Justiça do RJ, que tem 1,6 mil processos

Gabriel Barreira
Do G1 Rio

Mãe adotiva diz que só concluiu processo após morte da mãe biológica.
Ela teria falecido após overdose e insistia em ter a guarda da criança.

Dalia e Eva Maria adotaram duas meninas no Rio após 5 anos (Dalia Taygyara/Arquivo Pessoal)

O casal Dalia e Eva Maria adotou duas meninas no Rio (Foto: Dalia Taygyara/Arquivo Pessoal)
Dalia e Eva Maria adotaram duas meninas no Rio
após 5 anos (Dalia Taygyara/Arquivo Pessoal)
Foram cinco anos desde o pedido de adoção até a advogada Dalia Taynaguara concluir, em agosto deste ano, o processo judicial que garantiu a guarda definitiva de sua filha Daísa, hoje com 10 anos. Enquanto o processo ia e voltava nas esferas da Vara de Infância, da Juventude e do Idoso, no Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), a criança também perambulava entre aquela que seria sua casa e o abrigo para onde foi encaminhada desde que deixou a família biológica. Embora não tivesse laços afetivos com os parentes, a menina se mantinha presa por um cordão umbilical burocrático da Justiça. Além dela, atualmente, 1,6 mil processos também aguardam solução na mesma vara.
E foi por pouco que o imbróglio da adoção da pequena Daísa não se alongou ainda mais. Embora não seja recomendável pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), algumas crianças iniciam o processo de adoção antes mesmo de serem desligadas judicialmente da família biológica. Quando a adoção estava prestes a ser concluída, a mãe biológica voltou a pedir a guarda da menina e morreu em seguida. “A informação que me passaram é que a mãe biológica morreu de overdose em uma cracolândia. Talvez, se ela não tivesse morrido, tudo teria demorado ainda mais”, relembra Dalia.
Com mais de 50 processos de adoções correndo em todo o país, a maioria deles no Rio, a advogada Silvana do Monte Moreira também lamenta a morosidade da Justiça. Um dos casos já dura seis anos e foi parar no STF. “A infância exige uma atuação [jurídica] pontual e célere”, resume.
São mais de 2,5 mil pretendentes para se tornarem pais adotivos somente no estado, enquanto há pouco mais de 500 crianças e adolescentes aptos para adoção, ou seja, que já constam no Cadastro Nacional de Adoção (CNA). O problema é que, nos abrigos, o número de crianças é muito maior. Quase todas sem o aval jurídico necessário para conviver com a nova família.

1600 processos no 1º dia de trabalho
Casos como o de Dalia se multiplicam no Rio, onde as crianças deixam os abrigos para morar na casa dos pretendentes — como são chamados os candidatos a adoção. Uma delas, que prefere não se identificar, diz que os processos pararam desde a saída da juíza da Vara da Infância. Ivone Ferreira Caetano deixou, em maio, o posto para ser eleita a primeira desembargadora negra do TJ. Um interino assumiu o cargo até o fim de outubro, quando Pedro Henrique Alves foi nomeado titular.
Nesta segunda (3), ele começou a trabalhar na área e encontrou diante de si cerca de 1600 processos de adoção para dar prosseguimento, segundo informações do próprio TJ. Durante quase seis meses, o cargo foi preenchido pelo juiz Sandro Pithan, que auxiliava (a hoje desembargadora) Ivone.
‘Falta equipe técnica’, dizem advogados
A advogada Luciana Zane é mãe de filhos adotivos e se apaixonou pela causa. De acordo com ela, a Vara da Infância no Rio ainda sofre com o baixo número de assistentes sociais que trabalham na área. Muitas vezes, se dividem em outras funções em épocas do ano como o carnaval, quando têm que assinar a papelada de diversos processos sobre o desfile de menores em escolas de samba.
“Isto é inconcebível pelo âmbito emocional dos adotantes, falo com propriedade. É como se fosse uma gestação de risco, é muito sofrido. Isto atrapalha as novas adoções”, opina.
A psicanalista Cynthia Ladvocat, que é membro da Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro e conselheira na ONG Terra dos Homens, também cobra do estado a solução. Para ela, uma política pública de reintegração familiar poderia ajudar a resolver o problema. Das 30 mil crianças em abrigos no país, 80% delas não estão aptas à adoção.
“Muitas crianças ficam anos no abrigo, não voltam para a casa dos pais e nem são adotadas. Vão, inclusive, saindo do perfil desejado — porque os pretendentes preferem bebês. A gente sabe que a Justiça no Brasil é lenta, mas também é importante que o processo seja rigoroso. Uma adoção não se faz com o estalar dos dedos. Tem todo um estudo psicológico, social, entrevistar os pais que querem adotar. Toda a Justiça precisa estar muito atenta”, afirma.
Evento debate problema
O tempo de espera por um filho adotivo e os cuidados com as crianças e adolescentes antes da adoção serão tema da Jornada de Adoção: Limites e Possibilidades, no próximo dia 8, na Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro (SPRJ). Durante a Jornada, será lançado o Guia da Adoção, coletânea de textos que abordam a adoção nos campos jurídico, social e psicológico, bem como na família. Inscrições: (21) 2295-3148 e pelo site www.sprj.org.br

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Por nova licença-maternidade

Por nova licença-maternidade

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Dilemas da adoção são tema de debate na Sociedade Psicanalítica do Rio

Dilemas da adoção são tema de debate na Sociedade Psicanalítica do Rio – Jornal do Brasil
Segunda-feira, 27 de outubro de 2014
O Brasil tem hoje 44 mil crianças vivendo em abrigos, mas somente 5.500 estão disponíveis para adoção. Na outra ponta, quase 30 mil famílias estão na fila de espera do Cadastro Nacional de Adoção (CNA). O tempo de espera por um filho adotivo é longo pelo necessário rigor e o cuidado com as crianças e adolescentes, respeitando os seus direitos com relação à convivência familiar. O tema é um desafio de grandes dimensões e será debatido na Jornada de Adoção: Limites e Possibilidades, no próximo dia 8, na Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro (SPRJ).
As exigências do processo de habilitação, bem como as dificuldades de adaptação e as expectativas sobre o convívio familiar, serão analisadas no evento. Afinal, o que motiva a adoção: um ato de amor, o preenchimento de carências afetivas, uma decisão humanitária ou o desejo de ser pai / mãe? Como lidar com as expectativas de pais e filhos adotivos? Especialistas vão apresentar visões plurais sobre o tema e detalhar aspectos legais da adoção.

De acordo com a psicanalista Cynthia Ladvocat, terapeuta familiar e conselheira da ONGTerra dos Homens, apesar de todo um trabalho frente a nova cultura da adoção, ainda existe no Brasil um dilema sobre o perfil da criança desejada. A maioria das famílias prefere adotar crianças pequenas, o que torna a espera mais longa e difícil. Qual a dificuldade dos pais na perspectiva de uma adoção tardia, ou seja, em acolher como filho uma criança acima desse perfil idealizado?

Durante a Jornada, será lançado o Guia da Adoção, coletânea de textos que abordam a adoção nos campos jurídico, social e psicológico, bem como na família. O livro serve de orientação para profissionais que atuam no meio, como psicanalistas, psicólogos, advogados, assistentes sociais e técnicos da Justiça.

SERVIÇO:

Jornada de Adoção: Limites e Responsabilidades

Palestrantes: Sávio Bittencourt, Maria Bárbara Toledo Andrade e Silva, Gina Khafif Levinzon, Rebeca Nonato Machado, Cynthia Ladvocat, Maria Inês Mac-Culloch, Tania Feital, Solange Diuana e Lidia Levy.

Data: 8 de novembro

Horário: das 9h às 17h30

Local: Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro (SPRJ)

Endereço: Rua Fernandes Guimarães 92 – Botafogo

Inscrições: (21) 2295-3148 e pelo site www.sprj.org.br

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Adoção no Brasil ainda é processo intenso e demorado

A vida nem sempre é boa para todos. Seja por questão de idade, falta de condições financeiras, muitas pessoas não podem criar seus filhos e acabam entregando-as a adoção. Para a maioria, não deve ser um processo fácil dispor de um filho. Atualmente, cerca de 44 mil crianças aguardam uma possível adoção, no Brasil, enquanto cerca de 30 mil famílias estão na busca para um filho. Mas apesar dessa disposição no quantitativo de possíveis adotados, a burocracia ainda é muito grande. (Redação SRZD)
Adoção no Brasil ainda é processo intenso e demorado.(Foto: Reprodução)

Visando otimizar a relação da adoção, tal como seu processo, a Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro irá promover o debate “Jornada de Adoção: Limites e Responsabilidades”. Durante o evento, serão discutidos assuntos como a habilitação para que essas famílias possam se tornar aptas a adotar um filho, tal como as possíveis dificuldades na adaptação. Segundo a psicanalista Cynthia Ladvocat, terapeuta familiar e conselheira da ONG Terra dos Homens, “apesar de todo um trabalho frente a nova cultura da adoção, ainda existe no Brasil um dilema sobre o perfil da criança desejada. A maioria das famílias prefere adotar crianças pequenas, o que torna a espera mais longa e difícil. Qual a dificuldade dos pais na perspectiva de uma adoção tardia, ou seja, em acolher como filho uma criança acima desse perfil idealizado?”.

O tema, que ainda é um grande desafio, ainda será explicado no “Guia da Adoção”, cartilha que será lançada durante o encontro, e que enuncia diversos vieis do caminho adotivo, como os campos jurídico, social e psicológico, tal como os conceitos de família, que também tem sofrido grande discussão. O livro conta com diversas orientações dos profissionais das áreas, como psicólogos, psicanalistas, advogados, assistentes sociais e técnicos da Justiça.

Serviço:
Jornada de Adoção: Limites e Responsabilidades
Data: 8 de novembro
Horário: das 9h às 17h30
Local: Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro (SPRJ)
Endereço: Rua Fernandes Guimarães 92 – Botafogo

Inscrições: (21) 2295-3148 ou clique aqui.

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Nesta 5a feira no Rio – OAB – das 17h30 às 21h00 – com noite de autógrafos

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XI Congresso Brasileiro de Terapia Familiar – Cynthia Ladvocat

XI Congresso Brasileiro de Terapia Familiar – Cynthia Ladvocat

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XI Congresso Brasileiro de Terapia Familiar – Cynthia Ladvocat

XI Congresso Brasileiro de Terapia Familiar – Cynthia Ladvocat
A terapeuta familiar e coordenadora do Conselho Deliberativo Científico da ABRATEF, Cynthia Ladvocat, fala um pouco mais sobre os congressos bi-anuais organizados pela nossa associação. Saiba mais em http://abratef.org.br/congresso2014

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Workshop Internacional sobre TERAPIA SEXUAL SISTÊMICA

Prezados Participantes,

Seguindo nossa proposta de fomentar a área e trazer aos nossos associados e demais participantes temas de interesse e atualização, com o objetivo de construção de um espaço de aprendizagem e compartilhamento, temos o prazer de apresentar o Workshop Internacional sobre TERAPIA SEXUAL SISTÊMICA que será realizado em Curitiba – PR, nos dias 28 e 29 de março de 2014.

O tema é em si instigante. TERESA ARCELLONI, nossa palestrante, lembra que a sexologia tem permanecido, paradoxalmente, como um tipo de oferta paralela à terapia sistêmica, como se houvesse a impossibilidade de uma leitura relacional séria da sexualidade.

É com seu debruçar sobre as questões teóricas e práticas – que se estendem do social ao privado – envolvendo a sexualidade do casal e seus desafios para o Terapeuta, que irá nos brindar neste Workshop.

Esperamos contar com sua presença para o sucesso deste Evento.

Um grande abraço e até lá!

Ruth Berenice Lass
Presidente APRTF

Daniela Bertoncello Oliveira
Coordenadora do Workshop

Público Alvo:

Profissionais da Psicologia, Saúde, Educação e Ciências Humanas. Interessados no tema da sexualidade.

Comissão Organizadora

Coordenação

Daniela Bertoncello de Oliveira

Membros

Andrea Carvalho Toledo
Graziele Ribeiro Martins
Josete Cesarina Túlio
Josiane Erica Foltran Leal
Maria Luiza Vieira Fava
Marina Alves
Milena Buccianti Dias da Rocha
Nanci Garcia Cairo
Neide Zucoli Oliveira
Rachel Meleipe Machado Tardin
Ruth Berenice Lass
Vânia Christina Borges Bazan

TRADUÇÃO CONSECUTIVA durante todo o evento com a Terapeuta de Família CYNTHIA LADVOCAT

Mestrado em Psicologia: Família e Casal PUC-RJ; Membro Docente e Didata da Sociedade Psicanalítica do RJ; Membro da European Family Therapy Association; Presidente da ATF-RJ (2002-2006) e da ABRATEF (2008-2010) e Coordenadora do CDC da ABRATEF.

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Relacionamento duradouro depende da capacidade da mulher em se manter calma

Assista o video sobre a matéria apresentada no Fantástico…

Clique aqui

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http://g1.globo.com/fantastico/videos/t/edicoes/v/relacionamento-duradouro-depende-da-capacidade-da-mulher-em-se-manter-calma/2961257

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Consultório Cynthia Ladvocat – Novo Endereço

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